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A Reciclagem no tempo dos avós e hoje
Por Mariajosécameira (Professora), em 2020/03/1258 leram | 0 comentários | 16 gostam
Na comemoração do dia do patrono, foi feita uma exposição/workshop intitulada “A Reciclagem no tempo dos avós e hoje”.
Este foi o nome dado ao projeto realizado na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, pelos alunos dos 8.ºs A e B e integrado no tema Educação Ambiental. Assim como devemos proteger o ambiente, devemos também conhecer e preservar um pouco do património material da nossa região. Através desta exposição, os alunos ficaram a conhecer mais de perto como era feita a reciclagem no tempo dos avós/bisavós e de que forma também isso se traduziu na produção de bens que se tornaram, de certa forma, património material e cultural desta região, como as mantas de trapos, as rodilhas e as bolsas de retalhos, entre outros. Aprenderam também que o que nalguns casos se fazia por necessidade, hoje, se tornou numa moda. A exposição foi acompanhada de um pequeno resumo que constará no final desta notícia.
Aproveitou-se também este dia para pintar pneus, que irão servir como canteiros para a horta biológica, um outro projeto de flexibilidade curricular destas turmas, no presente ano letivo.
A aplicação de uma técnica designada de pirogravura foi realizada em duas tábuas de madeira que vão servir para localizar a horta biológica e a espiral de ervas aromáticas destas duas turmas.
Também, neste dia, foi plantada a primeira árvore – uma laranjeira - oferecida por um encarregado de educação, entre algumas das árvores autóctones que estão previstas ser plantadas e que fazem parte do subtema de cidadania “Território e paisagem”, do tema Educação Ambiental e da horta biológica que faz parte do projeto de flexibilidade curricular.


Texto que acompanhou a exposição
Sabias que no tempo dos nossos avós e bisavós já se fazia reciclagem e reutilização sem saberem?
O que hoje parece ser moda noutros tempos era uma necessidade.
A roupa dos pais era reutilizada para os filhos e quando já não pudesse ser mais utilizada era reciclada.
Com ela faziam-se rolos de tiras de tecido que serviam para ir para o tear e aí teciam as úteis e conhecidas mantas de trapos. Hoje, essas tiras são designadas de trapilho.
Outras roupas eram cortadas em retalhos e faziam-se as bolsas de retalhos ou de trapos para colocar feijão, figos e outros. Na altura, não havia sacos de plástico ou papel. Só usavam estas bolsas ou cestos de verga, vime, bracejo ou outras. Hoje chamam a esse processo patchwork.
Também com restos de tecidos faziam as chamadas rodilhas, para transportar na cabeça cestos e/ou bilhas de água.
As mais imaginativas usavam cartões e tecido para fazer utensílios para guardar pentes e outros. Hoje, esse processo é designado de cartonagem.
Também com círculos de tecido faziam rosetas, a que hoje chamam fuxico, para fazer colchas, tapetes, naperons, entre outros.
Com os restos de lã, depois de desmanchadas as camisola rotas ou que deixavam de servir eram feitas rosetas, que davam origem a confortáveis mantas ou colchas.



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